Eu tenho a África em mim
- Ênio Brito
- 7 de mar.
- 11 min de leitura
Nunca me separo da África porque a trago
dentro de mim.
África é dentro de mim.
(Morgado Mbalate) [1]

O livro Eu tenho a África dentro de mim de Pedrina de Lourdes Santos, organizado por Luciana de Oliveira e Ester Antonieta Santos para revelar a trajetória de vida da capitã Pedrina, é um livro escrito a várias mãos. [2] As organizadoras para “pedrinizar” o livro deixando-o o mais próximo possível de tudo o que ela - é e representa como uma mulher preta, periférica, reinadeira, umbandista, candomblecista, que circula entre o mundo dos vivos e se relaciona muito bem com o mundo dos mortos” (Oliveira; Santos, 2022, p. 9) tiveram inúmeros diálogos com a capitã Pedrina.
Organizado em três partes, intituladas Sobre o Reinado; Tradições, saberes e fazeres e Aprendo, vivo, sinto. Ao longo de seus onze capítulos, além dos conteúdos textuais e do design, a transcrição da oralidade lança mão de muitos conteúdos imagéticos. Os desenhos das plantas, solicitado pela Capitã Pedrina, são exclusivos e feitos pelo artista Marconi Marques, cuja pesquisa artística se enreda com sua biografia e ascendência afroindígena somada a seu profundo interesse pelas formas da espiritualidade afro-brasileira e ameríndia ” (Oliveira Santos, 2022, p. 32).
As organizadoras elegeram como fonte a “palavra” da capitã Pedrina. Palavra falada, em aulas e conferências; palavra escrita em textos; palavra cantada em inúmeras toadas e palavra religiosa presente nos rituais de cura. Os futuros leitores e leitoras são convidados a escutar essas palavras sábias.
Anamenese
No capítulo primeiro intitulado Reinado: experiência e trabalho espiritual de cura da escravidão, a capitã Pedrina resgata fatos que relembram o período da escravidão, a Festa do Kongo e a luta para ser aceita como capitã. Do tempo da escravidão, relembra a proibição do nêgo entrar na Igreja e os castigos. “A Festa do Kongo que na verdade é um grande trabalho espiritual é a festa da ancestralidade em um grande trabalho espiritual que se faz em benefício da terra” (p. 58).
A entrada de Pedrina no terno de massambike ocorreu pela falta de componentes masculinos para compô-lo. Quando Leoníldio João dos Santos faleceu, em 1981, os homens da família se recusaram a assumir a capitania, Pedrina assumiu. Por ser mulher, não foi logo aceita como capitã, por um bom tempo foi motivo de zombaria. Mas, diz ela, “por um outro lado, eu juntei o que eu aprendi com meu pai, que a vida me ensinou, que os ancestrais me ensinaram, para eu formar a minha percepção do que é ser capitã” (p. 61).
A festa do Rosário ou Festa do Kongo na tradição dos Leonídios é o título do capítulo segundo. “A festa do Rosário ou Festa do Congo, como a chamamos em Oliveira (MG), é uma grande confraternização de fé, de respeito, de amor, na qual faz-se um elo de um tempo passado com o tempo presente e ainda buscando o tempo futuro” (p. 64).
A Festa do Rosário no Reino dos Leonídios é muito bem-preparada, cuidadosos trabalhos espirituais são conduzidos pela capitã Pedrina. Festa que dura nove dias. Procedimentos católicos e de matriz africana estão presentes, como a missa e a prática cultural das sociedades bantu de coroar reis e rainhas.
“Para nós o rosário é a vida e é nossa grande proteção para cuidar dessa vida, para ‘perender’ o caminho na vida” (p. 69). Não é o rosário católico, ele significa a própria vida, o próprio ser. A fé é cantada e dançada. A dança possibilita a comunicação e integração com a natureza e o criador. “A Festa do Rosário é uma religião que começou dentro da senzala. Inteligentemente, sabiamente vem atravessando séculos” (p. 74).
O Reinado vem lutando desde a colônia para permanecer vivo. A própria Festa de Oliveira sofreu perseguições por parte da Igreja e da elite da cidade. [3] Após o Vaticano II, a perseguição por parte da Igreja terminou. Ao longo do Reinado dos Santos acontece a troca de coroas dos reis e rainhas do ano. “Para exercer uma capitania, a pessoa também tem que ser maestro ou maestrina” (p. 83). Pedrina afirma que quase tudo que canta ela recebe intuitivamente.
A marca d’água da missa Konga é o lamento do negro na porta da Igreja, memória revivida da escravidão. Outros momentos marcantes: o almoço e a dança. No almoço ocorre a confraternização, o Koriatá. Quanto à dança, ela não só magnetiza o Reinado, como quem está precisando. “Qual é a essência do Reinado? A essência é a fé, humildade e aceitação sem os quais, a gente não consegue seguir” (p. 92).
O terceiro capítulo intitula-se O Reinado é uma herança africana. Pedrina afirma “quando eu falo em Reinado [não em Congado], falo de conhecimentos ancestrais que foram recriados e repassados dentro da violência do comércio de vidas humanas nas travessias transatlânticas” (p.98). Pedrina faz parte do Reinado idealizado pelo povo bantu na diáspora para louvar os M’Kinsi. “O reinado de Nossa Senhora nada mais é do que um arranjo dessa sabedoria africana para se contrapor aos ensinamentos do opressor europeu e poder fazer a sua caminhada” (p.108).
A festa por dentro
As toadas do Rosário é o capítulo que abre a segunda parte, Tradições, saberes e fazeres. “É importante compreender que o negro africano, não cultua a sua divindade genuflexo, de joelhos, e sim cantando” (p.120). No Reinado, as toadas acompanham os diversos momentos da festa. Algumas relembram a travessia, a passagem do meio. “Chorei, chorar/ Chorei, chorar/ Ai eu chorei pelo balanço do mar / Ai eu chorei pelo balanço do mar”(p.123).
As toadas de abertura marcam o início das atividades no Reinado e as toadas de despedida o fim da festa, com a promessa de retornar no próximo ano. Na toada de abertura pede-se força e sabedoria aos antepassados.
A língua africana de base bantu utilizada nas toadas é uma mistura de línguas africanas, que recebe o nome de “Dialeto da Senzala”. Dois são os ritmos do mossambike, serra acima e serra abaixo. Numa toada pode-se utilizar ou um ou outro. A medida que o capitão ou a capitã vai cantando, ele vai criando versos que vão falar do que vão fazer, para onde vão e o lugar que estão, a critério do capitão ou capitã.
Na abertura das celebrações ou dos ensaios, primeiro se louva N’Zambi, em seguida, os santos padroeiros, por fim se cumprimenta os instrumentos, dançadores e irmãos. Depois das orações feitas entoam-se os pontos de saída.
No Reinado, a bandeira é levantada nunca hasteada. “Para estar levantada há que se ter feito o preparo através de banhos, de ervas e de chás, com a preparação da capitania e do trono corado” (p. 140). A saudação e o beijo da bandeira é realizada após a saudação feita aos mordomos ou mordomas, responsáveis pela guarda da bandeira durante o ano.
Por ocasião da festa da Abolição entoam-se toadas específicas. As toadas de cortejo são cantadas em vários momentos durante a festa. As toadas para louvar a coroa no momento da coroação. “Para realizar uma coroação não basta apenas cantar, é preciso se informar corretamente sobre quais procedimentos devem ser adotados para que tenha validade tanto no mundo físico quanto no mundo espiritual” (p. 174).
Numa cerimônia demorada coroa-se os reis kongos, reis perpétuos e reis de ano ou reis festeiros, além da capitania da Irmandade. “Um dos momentos sublimes é a hora das coroas de promessa, porque promessa é dívida, e os capitães ficam cúmplices no cumprimento dessas promessas” (p. 180).
No encontro de congadas ocorre a bizarria, quando se entoa as toadas de demanda, é “quando festejamos juntos, cantamos juntos ou cantamos um para o outro” (p. 191). No passado, as toadas de demanda tinham um perfil de ataque.
Outro momento importante no Reinado é dos rituais fúnebres, nesse momento entoam-se as toadas para velórios e enterros. O reinadeiro, ao se alimentar, tira toada para pedir a benção e agradecer os alimentos.
Saberes e fazeres
Línguas africanas e falares em Diáspora é o título do capítulo quinto. A língua do nêgo ou “dialeto de senzala” era falado pelo pai da capitã Pedrina, seu Leonídio, nascido em 1894. Diz Pedrina, “ouvindo meu pai cantar, fui aprendendo também as palavras e comecei por mim mesma, a pesquisar sobre significados, buscando também aquisição de mais palavras” (p. 223). Hoje, seu conhecimento e vocabulário é vasto. Conhecimento que ela faz questão de partilhar para que seja preservado.
A língua portuguesa incorporou muitas palavras do kimbundu, que não tem as letras “q”, “c”, “ç”. “As línguas bantu (ou línguas bantus ou línguas bantas) formam uma família linguística de mais de 1500 línguas e dialetos e que englobam cerca de 400 subgrupos étnicos diferentes” (p. 225). [4] São guardiãs da língua, da religião e dos costumes dos povos africanos os terreiros de Umbanda, de Kandomblé e os Reinados.
O sexto capítulo tem como título Vivências da Espiritualidade na vida dos objetos rituais. Na cidade de Oliveira- MG, o Reinado toca, dança e canta recontando sua história passada e presente. Entre os instrumentos que utiliza temos “as gungas, as caixas, os patangomes, o Rosário, os ganzás, as espadas, os tamborins, os bastões” (p. 237). Todos os instrumentos são feitos ritualisticamente. Ritualidade que estabelece a ligação entre o mundo físico e o mundo espiritual. Nos processos rituais se utilizam ervas para sacralizar os objetos que compõem o reinado. “A Vivência do Sagrado” é feita pela dança, via de comunicação com a natureza e o criador, porque:
O corpo negro que dança completa a vivência dos mistérios que anuncia também, nos seus cantares . Os movimentos se fazem em função de uma celebração de fé em que o ser negro manifesta diante da divindade. É um ritual, que, segundo muitos, ritualiza os antepassados, reverencia os ancestrais e Nossa Senhora. (Oliveira Santos, 2022, p. 240).
Essa forte herança cultural revigora, dá força para a população negra ser agente de transformação de suas vidas.
Pedrina, no sétimo capítulo, Nsabas e seus usos, partilha seus saberes sobre as ervas e plantas sagradas. Desde o período colonial, as nsabas/ervas eram utilizadas pelos curandeiros (as), grandes conhecedores (as) e grandes curadores (as) para a cura do corpo físico, do corpo espiritual e do corpo mental.
“Sempre que vamos mexer com folhas e plantas, pedimos licença e Katendê, o Nkisi responsável pelo domínio dos conhecimentos das folhas” (p.249). Mexer com plantas exige conhecimento. “Para nós reinadeiros, a melhor época para fazer os remédios naturais é na quaresma” (p.250). Se conhece as plantas pelo aspecto, pelo cheiro, pelo tipo de folha, porque: "Há um sem número de ervas e plantas que curam, que são sagradas. Usadas para benzimentos, sacudimentos, rezas, chás, e banhos... Nas religiões de matriz africana nada se faz sem as nsabas” (p. 257).
No oitavo capítulo, Rezas, benzeções e simpatias, Pedrina fala da importância dessas práticas que são sempre acompanhadas de orações. “As rezas, as benzeções, os chás, as garrafadas tudo isso é a semente, é fruto dessa semeadura que nossos antepassados fizeram aqui, e nós, do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, temos uma alegria profunda, uma fé profunda e uma esperança de que consigamos, assim, como chegou até nós, passar para os mais novos” (p.260). As orações e os cantos é que fazem a comunicação com o mundo espiritual, possibilitam a cura. O capítulo finaliza com comentários de Pedrina sobre uma série de orações utilizadas para diversos fins, como para cortar hemorragia; para abrir caminhos etc.
Reinado
O capítulo nono, Nkisi, Orisà, Santo, abre a terceira parte do livro, intitulada Aprendo, vivo , sinto. A tradição do Boi do Rosário acontece todos os anos, na cidade de Oliveira, na abertura da Festa do Rosário, no primeiro sábado do mês de setembro. É “uma tradição [ancestral] afrodiaspórica, tem esta finalidade de abertura de caminhos aqui no Centro Oeste-mineiro” (p. 284). Nela se festeja a coroa dos Minkisi.
“O conhecimento e sabedoria dos povos africanos fez com que eles analisassem bem, e encontrassem os quatro santos com histórias muito parecidas com a dos Minkisi, e nós festejamos esses santos por isso” (p. 285). São eles Nossa Senhora do Rosário, São Benedito, Santa Efigênia e Nossa Senhora das Mercês.
“No Kandomblé de Angola, temos como divindade o Nkisi, no plural chamamos Minkisi, palavras na língua de Angola, no kimbundu, para aquilo que todo o mundo conhece com Orisà” (p. 292). O que é o Nkisi? “São os seres que governam a própria natureza” (p. 292). Os pais e as mães de santo coordenadores do reinado, das casas de Umbanda e das casas de Kamdomblé são verdadeiros xamãs “porque eles têm os conhecimentos ancestrais de cura e cuidados que estão relacionados ao uso saudável da natureza e que amparam as pessoas” (p.294).
Conexões
Abstrato é o outro é o título do décimo capítulo. Para Pedrina cada um recebe uma missão importante ou não. O desafio é descobri-la. Ela, por meio do Reinado, estabelece a conexão “com o sagrado, com a transcendência, seja qual for o nome que damos ao ser criador” (p. 300). Para ela “a coroa que estou louvando, repito, não é nem a da monarquia opressora, nem da monarquia africana, é uma coroa transcendental” ( p. 303).
A Festa do Kongo realimenta espiritualmente os adeptos ao longo do ano possibilitando a eles (as) um encontro com seu ser. Pedrina sente-se realizada dentro do caminho das religiosidades afro-brasileiras.
Eu tenho a África dentro de mim fecha o livro. O senegalês Ousmane rebate a preocupação de Pedrina com o desaparecimento do conhecimento africano, afirmando: “eu vejo a África na senhora” (p.308). A cultura africana comunica-se com a natureza e “com o plano divino, através do canto, dos tambores e da dança” (p.310).
Frente aos preconceitos e a experiência do tráfico Atlântico não foi fácil preservar saberes e fazeres por parte dos escravizados (as). Os escravizados(as) que vieram para cada trouxeram “consigo, seus hábitos, costumes, música, dança, culinária, língua, mitos, ritos e a religião que se infiltrou no povo, firmando ao lado da religião católica, as duas maiores religiões do Brasil” (p.313). Todo esse conhecimento com frequência foi muitas vezes ridicularizado. Agora eu venho, com muita alegria, vendo que essa sabedoria hoje está para ser considerada. Ainda tem uma caminhada longa” (p. 315).
Buscar o equilíbrio entre os saberes é de fundamental importância, saber acadêmico e saber do povo, “porque um saber não anula o outro, ao contrário, é da sabedoria que eles devem andar juntos porque na verdade um complementa o outro” (p. 316). A busca do conhecimento e do autoconhecimento é um maraca do povo africano.
Considerações finais [5]
Eu tenho a África em mim é a compilação de muitos dos saberes bantu que D. Pedrina reuniu ao longo da vida e que a tornaram doutora por Notório Saber em Comunicação Social pela UFMG.
Sua hipótese de que o nome correto de sua guarda seja massambike e não moçambique, como frequentemente se diz, se fundamenta numa pesquisa que ela fez e que identificou uma dança com esse nome, vinda de Angola. Assim, o que parecia ser um “falar errado de gente que não estudou” (p. 57) se tornou mais uma informação valiosa e coerente já que a presença dos povos de Moçambique na escravidão brasileira é bem mais tardia do que a dos povos Congo/Angola.
Para além do título acadêmico, D. Pedrina acumula e transmite um saber africano que só recentemente tem sido mais estudado, entendido e compreendido como a base de muitos dos nossos saberes e da constituição da nossa sociedade: ; o saber bantu, presente entre nós, no nosso DNA de brasileiro, com muito mais intensidade do que qualquer outro saber africano. Somos bantu, mesmo não sabendo disso.
Ester Antonieta, uma das organizadoras desse projeto, é sua filha, congadeira e capitã de massambike como a mãe, o que faz com que o livro seja também uma homenagem amorosa e reconhecedora da grandeza e da sabedoria da mãe.
Lendo o livro vem a vontade de conhecer e de estar pessoalmente com essa reinadeira, de conversar com ela, para ouvir novamente aquilo que foi lido e guardar, não só na memória, mas no coração, quem é a capitã Pedrina. Vontade de ouvi-la cantar, de vê-la dançar, com seu irmão capitão Antonio e de celebrar o reinado como uma festa de todos nós, “fazendo maravia”, como diz o povo reinadeiro. Salve Maria!
Bibliografia
MBALATE, Morgado. A arte suave da Palavra. Lisboa: Chiado Editora, 2020.
------. Odisseia da Alma. Viseu-Portugal: Edições Esgotadas, 2016.
RODRIGUES, Aldair; MAIA, Moacir. Sacerdotisas voduns e Rainhas do Rosário: mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (Século XVIII). São Paulo: Editora Chão, 2023.
SILVA, Wagner Gonçalves da; DAMASCENO, Walmir; OLIVEIRA, Rosenilson Silva de e NETO, José Pedro da Silva. Através das Águas. Os bantu na formação do Brasil. São Paulo: Editora HUCITEC.; Diálogos da Diáspora, 2023.
SANTOS, Pedrina de Lourdes. Eu tenho a África dentro de mim. Org. Luciana de Oliveira e Ester Antonieta Santos. Belo Horizonte: PPGCOM/UFMG, 2022, pp.318.
Anotações
[1] Morgado Mabalete ou Morgado Mbalate é um poeta Moçambicano, nascido em 6 de setembro de 1993. Ver do autor. A arte suave da Palavra. Lisboa: Chiado Editora, 2020; Odisseia da alma. Viseu-Portugal: Edições Esgotadas, 2016.
[2] Pedrina de Lourdes SANTOS Eu tenho a África dentro de mim. Org. Luciana de Oliveira e Ester Antonieta Santos. Belo Horizonte: PPGCOM/UFMG, 2022, pp.318.
[3] A perseguição as expressões das religiões africanas ocorreu com frequência em Minas Gerais, tanto no período colonial quanto imperial. Ver RODRIGUES, Aldair; MAIA, Moacir. Sacerdotisas voduns e rainhas do Rosário: mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (Século XVIII). São Paulo: Editora Chão, 2023.
[4] Para uma visão geral da importância da presença bantu no Brasil, ver SILVA,Vagner Gonçalves; DAMACENO, Walmir; OLIVEIRA, Rosenilson Silva de; NETO, José Pedro da Silva.. Através das Águas. Os bantu na formação do Brasil. São Paulo: Editora Hucitec.; Diálogos da Diáspora, 2023.
[5] Para finalizar esta apresentação contei com a ajuda de Marco Antônio Fontes de Sá, que conhece pessoalmente a capitã Pedrina e tem fotografado manifestações culturais religiosas da Festa do Rosário em Oliveira/- MG.



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