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Uma rica herança africana transposta e ressignificada no contexto da escravidão de Minas Gerais (1718-1760)
Ênio José da Costa Brito Uma chama não perde nada ao acender outra chama (Proverbio africano) De reino traficante a povo traficado. A diáspora dos courás do golfo do Benim para Minas Gerais. América portuguesa,1715-1760 de Moacir Rodrigo de Castro Maia, tem como objetivo “entender a identidade courá como um grupo étnico, formado por um conjunto de membros que passam a se reconhecer como tal e, também, assim são identificados por outros” (2022, p.26) [1]. Maia recebeu o primei
Ênio Brito
há 6 dias10 min de leitura


O Massacre de 17 de novembro de 1889 (São Luís do Maranhão)
Ênio José da Costa Brito De novo estrondaram os tiros, e desta vez as cargas se repetiam, cerradas, umas atrás das outras. Agora não eram tiros a esmo para intimidar o povo, eram cargas de balas sobre os negros, matando uns, ferindo outros, e obrigando a multidão a retroceder, ladeira acima no sentido do Largo do Carmo, ladeira abaixo no sentido da Praia Grande. (Josué Montello em Os Tambores de São Luís) O Massacre dos Libertos. Sobre Raça e República no Br
Ênio Brito
9 de ago.11 min de leitura


Rio Grande do Sul: irmandades e devoções (1873-1942)
“A irmandade sempre se interessou pela liberdade de sua gente, mesmo não tendo alcançado um campo vasto e significativo” (Julita Scarano, 1975, p.50) “No alvoroço da festa, não havia corrente de ferro que os prendesse, nem chibata que intimasse”, este é o belo título do livro de Ênio Grigio, fruto de sua tese de doutorado defendida na Unisinos, em 2016. Nele, analisa a importância para homens e mulheres negras da Irmandade do Rosário em Santa Maria da Boca do Monte, pois, “c
Ênio Brito
2 de ago.12 min de leitura


Experiências de liberdade de mulheres africanas na sociedade escravista brasileira (1700-1850)
Ênio José da Costa Brito A Editora Cosac, publicou pela Série Crioula, “que tem como objetivo dar visibilidade a trabalhos inovadores sobre a história do Brasil”, Sinhás Pretas, Damas Mercadoras. As pretas minas nas cidades do Rio de Janeiro e de São João D’Rey (1700-1850) de Sheila de Castro Faria. Texto escrito por ocasião do concurso para professora titular em História do Brasil da Universidade Federal Fluminense (UFF), realizado em 2004. A autora aproveitou a reedição p
Ênio Brito
5 de jul.12 min de leitura


O extraordinário movimento paredista dos ganhadores na capital da Bahia (1857)
· Ênio José da Costa Brito · Ser livre para escolher onde viver, e quando e onde morar, e ainda poder acumular os frutos de seu trabalho, eram as aspirações da maioria dos africanos livres. (Beatriz Mamigonian) [1] Na greve de 1857 “escravos e libertos africanos resistiram de maneira sistemática, embora pacificamente, e lograram vencer as regras que buscavam minar sua autonomia na coordenação do trabalho de ganho” (João José Reis) Em Ganhador
Ênio Brito
21 de jun.18 min de leitura


O protagonismo religioso de mulheres da Costa da Mina em Minas Gerais (Século XVIII)
[RODRIGUES, Aldair; MAIA, Moacir. Sacerdotisas Voduns e Rainhas do Rosário: Mulheres africanas e Inquisição em Minas Gerais (século XVIII) São Paulo: Chão Editora, 2023.] https://amzn.to/4ogAVk3 A Inquisição teve uma presença marcante em Minas Gerais, com seus inúmeros funcionários: padres diocesanos, numerosos agentes civis espalhados pelos arraiais, chamados de “familiares do Santo Ofício”. Sacerdotisas Voduns e Rainhas do Rosário: Mulheres africanas e Inquisição em Minas G
Ênio Brito
7 de jun.6 min de leitura


Negros dos Matos. Histórias de comunidades quilombolas de Sergipe Del’ Rey (séc. XIX)
Negros dos Matos Igor Fonsêca de Oliveira, em Negros dos Matos. Histórias de comunidades quilombolas de Sergipe Del’ Rey (séc. XIX), “procura analisar as experiências e as vivências desses escravizados que, em algum momento das suas vidas, deixaram a propriedade dos seus senhores e passaram a residir em comunidades quilombolas situadas nas matas do Vale do Cotinguiba, a partir da segunda metade do século XIX” (2023, p.15). Trata-se de comunidades volantes, não estáveis que te
Ênio Brito
21 de abr.16 min de leitura


Irmandades negras em Desterro/Florianópolis
Irmandades Negras. Memórias da diáspora no Sul do Brasil , de Karla Leandro Rasche, objetiva, “compreender, por meio do estudo das festas, procissões e celebração da morte na Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, formas de organização, espaços de sociabilidade, modos de celebrar a vida e a morte de populações de origem africana no pós-Abolição em Florianópolis /SC” ( 2026, .27).{1} Estruturado em três capítulos: Florianópolis e as experiência
Ênio Brito
22 de mar.19 min de leitura


Eu tenho a África em mim
Nunca me separo da África porque a trago dentro de mim. África é dentro de mim. (Morgado Mbalate ) [1] O livro Eu tenho a África dentro de mim de Pedrina de Lourdes Santos, organizado por Luciana de Oliveira e Ester Antonieta Santos para revelar a trajetória de vida da capitã Pedrina, é um livro escrito a várias mãos. [2] As organizadoras para “pedrinizar” o livro deixando-o o mais próximo possível de tudo o que ela - é e representa como uma mulher preta, periférica, reina
Ênio Brito
7 de mar.11 min de leitura


A presença da violência contra as mulheres no processo emancipatório do Brasil e em outras sociedades escravistas atlânticas
Introdução Na comemoração dos 150 anos da promulgação da Lei do Ventre Livre, em 2021, várias publicações acolheram o desafio de refletir sob diversos ângulos a Lei 2040/1871 e suas consequências. O livro Ventre Livres? Gênero, Maternidade e Legislação [1] organizado por Maria Helena P.T. Machado, Luciana da Cruz Brito, Iamara da Silva Viana e Flávio dos Santos Gomes se propõe a “explorar, pela perspectiva do gênero, da raça e da liberdade, aspectos múltiplos e complexo
Ênio Brito
1 de mar.13 min de leitura


EM BUSCA DA COMPREENSÃO DO MUNDO DO TRABALHO DOMÉSTICO A PARTIR DOS DEBATES PÚBLICOS SOBRE SUA REGULAMENTAÇÃO NOS ANOS FINAIS DO IMPÉRIO (1870-1910)
· Ênio José da Costa Brito Introdução Nem mãe preta, nem negra fulô. Histórias de trabalhadoras domésticas em Recife e Salvador (1870-1910) de Maciel Henrique Silva elege como tema “a reconstituição de experiências sociais das domésticas nos anos finais do século XIX e início do XX, no sentido de abrir brecha para o que pode vir a ser o início de um longo e inacabado processo histórico de formação de uma classe “(SILVA, 2016, p.17). [1] Organizado em duas
Ênio Brito
14 de dez. de 202511 min de leitura


O primeiro grande movimento social brasileiro: a campanha abolicionista (1868-1888)
*Ênio José da Costa brito “A comemoração da abolição pela elite imperial minimizou a importância do movimento abolicionista e reiterou o mito fundacional do Império, uma comunidade imaginada que expurgou o africano” “Mesmo na celebração de sua liberdade, o ex-escravo foi escamoteado”. (Angela Alonso. Flores, Votos e Balas , p.369) A razão de fundo do livro Flores, votos e balas. O Movimento Abolicionista brasileiro (1868-1888) [1] de Angela Alonso, é o fato do não reconh
Ênio Brito
22 de nov. de 202516 min de leitura


PORTAS ADENTRO” E “PORTAS AFORA”. O TRABALHO FEMININO NO RECIFE DO OITOCENTOS
INTRODUÇÃO Manoel Henrique Silva, em Pretas de Honra. Vida e trabalho de domésticas e vendedoras na Recife do século XIX (1840-1870) i , [1] se propõe a elucidar as condições de vida e de trabalho de vendeiras e domésticas. “Investigando quais os embates cotidianos que elas travaram; que motivações informavam seus gestos; quais as representações que senhores e patrões delas construíram, e como elas mesmas se representavam; que identidades construíram de si mesmas, e em que m
Ênio Brito
2 de nov. de 202512 min de leitura


Um preto no altar
Um preto no Altar. Resistência e protagonismo em um território de disputas, de Alvaci Mendes da Luz, publicado pela Editora Vozes é fruto da dissertação de mestrado defendida no Programa de Pós Graduação de História Social da PUCSP, em 2022. 1 Tive a oportunidade de participar em São Paulo do lançamento do livro juntamente com Maria Quintão, historiadora especialista no estudo das irmandades e Luis Alberto Schnaider, que orientou o trabalho. O lugar escolhido para o lançam
Ênio Brito
2 de nov. de 20256 min de leitura


As religiões Afro-brasileiras: origem, desenvolvimento e presença no Brasil
O mais recente livro da Coleção Religiões Mundiais , coordenada pelo professor Frank Usarski, lançado recentemente pela Editora Vozes,...
Ênio Brito
27 de set. de 202521 min de leitura


DO SILENCIAMENTO À PRESENÇA: MULHERES NAS LUTAS PELA INDEPÊNCIA DO BRASIL
INTRODUÇÃO O livro Independência do Brasil. As mulheres que estavam lá , organizado por Heloisa M. Starling e Antonia Pellegrino, “coloca...
Ênio Brito
20 de set. de 20256 min de leitura


“Africanos Livres” Nem cidadãos, nem estrangeiros
Sumário A pesquisa sobre as primeiras décadas do Estado Brasileiro, realizada por Beatriz Mamigonian, ao longo dos últimos 23 anos, foi...
Ênio Brito
13 de set. de 202513 min de leitura


Desafios para a construção de um cânone literário de ruptura
*Ênio José da Costa Brito Quero agradecer o convite dos organizadores (as) do encontro de hoje, Falas Negras. Encontro, que abre uma...
Ênio Brito
17 de ago. de 202512 min de leitura


Cozinheiras negras no Brasil: uma história a ser reescrita
“O país nunca prestou atenção nas mulheres negras como contribuintes, como donas da sua história” (Ana Maria Gonçalves) Tais de Sant’Anna...
Ênio Brito
17 de ago. de 202514 min de leitura


Manoel Benício dos Passos, vulgo Macaco Beleza: o “tribuno monarquista das ruas de Salvador(1866-98).
Walter Fraga, em Longe, muito Longe. Manuel Benício dos Passos, um capoeira no ativismo do pós-abolição , se propõe a “acompanhar a...
Ênio Brito
17 de jul. de 202524 min de leitura
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